Vereadores cobram investigação após denúncia de proposta de R$ 500 mil para que Ivinhema Futebol Clube desistisse da Série D
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A sessão da Câmara Municipal desta segunda-feira (08/12) foi marcada por duras críticas, denúncias e forte cobrança de transparência sobre a condução do Ivinhema Futebol Clube, que corre o risco de ficar fora da Série D do Campeonato Brasileiro mesmo após conquistar a vaga histórica dentro de campo.
A vereadora Lucimar Viana (MDB) utilizou suas explicações finais para criticar a condução do caso e afirmou que esperava uma postura mais firme do prefeito. Ela reforçou que não aceitará que o clube receba recursos públicos caso realmente desista da competição.
“Se o time não participar da Série D, por mim não recebe mais nenhum centavo. Eu esperava uma atitude maior do Executivo diante de tudo isso”, disparou.
Denúncia grave: proposta de R$ 500 mil para desistir da Série D
Durante sua fala, Lucimar revelou uma situação considerada gravíssima:
o presidente do Ivinhema teria recebido uma proposta de “patrocínio” de R$ 500 mil para que o clube desistisse da Série D, informação que, segundo a vereadora, foi dita por ele próprio em reunião na presença de outros vereadores.
A vereadora questionou diretamente o presidente:
“O senhor vendeu a vaga?”
Segundo ela, o presidente negou, mas confirmou ter ouvido a proposta.
A denúncia provocou indignação entre os parlamentares.
Bira: “Ele roubou o sonho de uma cidade inteira”
O presidente da Câmara, vereador Bira, fez um discurso contundente e criticou a decisão unilateral do dirigente do Ivinhema.
“O presidente do Ivinhema tomou uma decisão isolada, sem ouvir a diretoria e sem respeitar o povo que investiu no time. Ele roubou o sonho de uma cidade inteira.”
Bira afirmou que a Câmara já ouviu os dois lados e que há informações sólidas sobre decisões contraditórias do presidente:
· Um dia assinou ata confirmando participação na Série D;
· No dia seguinte enviou e-mail à CBF retirando o clube da competição.
Ele também destacou que o time possui R$ 458 mil garantidos pela CBF, além de investimentos públicos já realizados.
“Se for preciso, esta Casa abre uma CPI. A vaga é da cidade, não é de um presidente. Nós vamos lutar por ela.”
Márcio Alves e Éder Chico pedem investigação
Os vereadores Márcio Alves e Éder Chico também defenderam uma investigação profunda sobre a decisão, classificando a situação como preocupante e exigindo que tudo seja esclarecido.
Ambos reforçaram que a Câmara tem obrigação de apurar, já que recursos públicos foram empregados e há indícios de condutas irregulares na gestão do clube.
Vagner Polícia cobra renúncia do presidente do Ivinhema
O vereador Vagner Polícia foi direto e defendeu que o presidente renuncie ao cargo para que o Ivinhema garanta sua vaga na Série D.
Segundo ele, o dirigente “perdeu as condições de representar o clube” após tomar decisões sem respaldo da diretoria e sem respeitar a cidade.
“Ele tem que renunciar imediatamente. O que fizeram com o torcedor não tem explicação.”
Zé Wilson: “O dinheiro é do cidadão, e não podemos aceitar isso”
O vereador Zé Wilson reforçou que toda a conquista do time até a Série D só foi possível porque houve investimento público aprovado pela Câmara.
“O dinheiro que levou o Ivinhema à Série D é do cidadão, é dinheiro público. Não podemos aceitar que uma decisão unilateral jogue tudo isso fora.”
Ele comparou a situação a “uma novela caminhando para um final trágico” e pediu que a Câmara tome medidas mais firmes.
“Temos que envolver a Assembleia Legislativa, a Federação Estadual e até o Ministério Público. Não podemos permitir que tirem o sonho do ivinhemense.”
Câmara deve agir e caso pode chegar ao MP
Ao final da sessão, os vereadores foram unânimes em defender:
· Transparência imediata do clube
· Investigação sobre a oferta de R$ 500 mil
· Possível abertura de CPI
· Acionamento de órgãos estaduais e do Ministério Público
A Casa Legislativa deve continuar acompanhando o caso e promete agir para garantir que o Ivinhema Futebol Clube mantenha a vaga na Série D e que o investimento público seja respeitado.
