Prisão de Vorcaro pode estar ligada ao planejamento de ações violentas contra testemunhas.

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A prisão do banqueiro Daniel Vorcaro, executada pela Polícia Federal nesta quarta-feira, 04/03, pode estar ligada ao planejamento de ações violentas contra alvos do dono do Banco Master. A informação é do colunista Lauro Jardim, de O Globo. Entre os crimes apurados na nova fase da Operação Compliance Zero está incluído o crime de ameaça.

Daniel Vorcaro já havia sido preso em novembro passado supeito pelos crimes de gestão fraudulenta, gestão temerária, organização criminosa, entre outros. A prisão foi relaxada para domiciliar dias após, implicando uso de tornozeleira.

Ainda, conforme apuração da CNN Brasil, as suspeitas que recaem sobre a nova prisão de Vorcaro apontam que o banqueiro teria tentado atrapalhar as investigações contra o banco. A ofensiva do empresário mirou envolvidos e testemunhas ligadas ao caso Master.

Ao todo estão sendo cumpridos quatro mandados de prisão preventiva e 15 mandados de busca e apreensão nos estados de São Paulo e Minas Gerais. Vorcaro foi preso em sua residência na capital paulista e levado até a sede da Superintendência da Polícia Federal.

Além do crime de ameaça, nota da PF inclui também suspeitas de corrupção, lavagem de dinheiro e invasão de dispositivos informáticos, praticados por organização criminosa.

Nesta nova ação da PF, foi determinado o sequestro e bloqueio de bens avaliados em até R$ 22 bilhões, com o objetivo de interromper a movimentação de ativos vinculados ao grupo investigado. A preocupação da investigação é garantir a preservação de valores potencialmente relacionados às práticas ilícitas apuradas.

Segundo O Globo, a decisão do ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), inclui o afastamento de Paulo Sérgio Neves de Souza, ex-diretor de Fiscalização do Banco Central e Belline Santana que foi chefe de Supervisão Bancária (Desup).

Ambos já estavam fora de seus cargos sob a mira de investigação interna na autoridade monetária.