Com desconfianças sobre chapas, novela da troca de partidos deve ter suspense até o último dia da janela.

Investigams

Os deputados da base governista continuam as articulações , mas para muitos a incerteza sobre permanência ou troca de sigla deve durar até o último dia da janela partidária, em 4 de abril.

O principal entrave é a chapa de deputado federal, onde há uma dúvida sobre a permanência do trio formado por Beto Pereira, Dagoberto Nogueira e Geraldo Resende.

Nesta semana, Dagoberto e Geraldo disseram que ficam, mas no partido o comentário é de que tudo é muito incerto e até Beto tem dúvida se sai ou não , o que ainda deve gerar muita discussão.

Sem essa clareza sobre como fica a chapa de federal, os deputados estaduais preferem aguardar até o final. É o caso do deputado Pedro Caravina (PSDB), que até agora não definiu o destino. Indagado pela reportagem, disse que hoje fica no PSDB.

Caravina foi convidado para o União Brasil e cotado para se filiar ao PP, mas afirmou à reportagem que a decisão final ficará para os últimos dias.

Nesta sexta-feira, Geraldo Resende, que atualmente é o vice-presidente e pretende comandar a sigla, disse que Caravina sai. Esse é um retrato pequeno da confusão que vive o partido.

O deputado Jamilson Name (PSDB), que já tinha declarado mudança para o PL, também recuou. Chegou a dizer que poderia ir para o PP, depois andou dizendo que pode continuar no PSDB.

O deputado Paulo Duarte se desfiliou do PSB, mas também espera definição do grupo governista. Ele pretende se filiar ao PSDB, mas também aguarda a formação das chapas.

Por enquanto, apenas o PL, comandado por Reinaldo Azambuja, tem peças com mais certeza. Devem se filiar ao PL: Mara Caseiro, Zé Teixeira, Márcio Fernandes e Lucas de Lima. Paulo Corrêa (PSDB) também estava certo, mas há quem diga que ele ainda pode ir para o PP.