Decisão sobre presidência pode causar debandada do que restou do PSDB.

Investigams

O PSDB viverá momentos decisivos nos próximos dias, quando o diretório nacional escolherá o novo presidente. Dependendo de quem for o escolhido, o partido pode, inclusive, acabar de vez.

Lideranças que decidiram continuar e vereadores estão bastante interessados na escolha do presidente, que será fundamental para o futuro do partido.

Os vereadores não podem sair da sigla porque só têm janela partidária em 2028, mas muitos querem disputar no próximo ano. Já os deputados estaduais que ficaram estão de olho na formação das chapas e costuram um caminho mais tranquilo para reeleição.

Dois seis deputados estaduais do partido, apenas dois devem ficar: Pedro Caravina e Lia Nogueira. Entretanto, a permanência depende da escolha do novo comandante.

“ O PSDB tem toda condição de ter chapas competitivas para deputado estadual e federal, desde que a reestruturação comece o mais breve possivel e o comando da sigla fique com quem realmente deseja ficar no partido, com o desejo de restruturar e fortalecer a agremiação”, avaliou.

A preocupação é grande porque, embora a janela abra apenas em março, os partidos já estão negociando vagas e quem chegar por último pode não encontrar água limpa.

Entre os deputados federais, Geraldo Resende é o mais empolgado para continuar e está disposto a assumir o partido. Beto Pereira também não fala em sair, mas estuda uma filiação ao Republicanos. Já Dagoberto Nogueira conversou com o PP.

Os vereadores, principalmente da Capital, também estão de olho nas articulações, porque apostam na construção de uma chapa com mais condições de igualdade.

A expectativa é de que o diretório nacional indique, no dia 21 de outubro, o novo presidente do diretório estadual.