Deputados federais não garantiram permanência e ainda podem sair do PSDB
Investigams

O presidente nacional do PSDB, Marconi Perillo, terá que trabalhar bastante para manter o trio de deputados tucanos de Mato Grosso do Sul (Beto Pereira , Dagoberto Nogueira e Geraldo Resende) no partido.
Perillo veio a Mato Grosso do Sul na última segunda-feira , véspera da saída de Eduardo Riedel (PP) do PSDB. Na ocasião, ficou sabendo que o governador e Reinaldo Azambuja (PSDB) não continuariam.
Preocupado com a sobrevivência do PSDB, Perillo fez questão de conversar com os deputados federais, que serão obrigado a continuar pelo menos até abril do próximo ano.
Após a reunião, Perillo disse que o trio continuará para tocar o partido e, mais que isso, concorrer à reeleição. Porém, a reportagem apurou que não há garantia de permanência.
Os deputados tucanos não se pronunciaram após a reunião e apenas Perillo falou. Embora ele tenha dito que os deputados tentarão a reeleição no PSDB, o trio de tucanos vai aguardar os acontecimentos para decidir o futuro.
“A palavra mais correta é preferencialmente’, o que significa que não possa mudar até o próximo ano”, declarou um dos tucanos, que preferiu não se identificar.
O PSDB tem como principal concorrente a possível federação entre Republicanos e MDB. Se ela decolar, o grupo deve migrar para a federação, que será abrigada na coligação de Reinaldo e Riedel.
Os deputados federais são de grande importância porque definem tempo na propaganda e dinheiro para campanha.
O PSDB elegeu apenas a oitava maior bancada da Câmara, com 18 federais. Destes, três de Mato Grosso do Sul, onde são disputadas apenas oito vagas.
São Paulo e Minas, que já foram comandados pelo partido, elegeram bancada menor que MS. Em São Paulo, dois de um total de 70 vagas. Em Minas, de 53 cadeiras, também conquistaram apenas duas.
O PSDB elegeu três governadores, mas perdeu todos. O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, e a governadora de Pernambuco, Raquel Lyra, deixaram o PSDB para se filiarem ao PSD. Nestes estados, também há risco de perda de deputados federais.
