Justiça prorroga uso de tornozeleira em vereador e empresários investigados por corrupção no interior.

Vereador de primeiro mandato estava na lista dos 59 que foram alvos de Operação do Gaeco. Os policiais estiveram na residência dele e na empresa dele.
O Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul prorrogou por mais três meses o monitoramento eletrônico do vereador Arnaldo Glaglau (PSD), investigado pelo Gaeco por suposta participação em esquema de corrupção em Terenos.
A medida também atinge os empresários Rogério Ribeiro e Rinaldo Oliveira. O trio sofreu medidas restritivas dias depois do grupo que foi preso e afastado pelo Gaeco na Operação Spotless.
Em novembro do ano passado, o desembargador do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, Jairo Roberto de Quadros, determinou o monitoramento eletrônico dos três empresários investigados na Operação. Na ocasião, o vereador, Rinaldo Cordoba de Oliveira e Rogério Luís Ribeiro foram proibidos de acessar qualquer repartição pública.
O vereador de primeiro mandato, estava na lista dos 59 que foram alvos da operação. Os policiais estiveram na residência dele e na empresa, a AGPower Engenharia e Construções LTDA.
O Gaeco cumpriu 59 mandados de busca e 16 de prisão. Entre os presos, o prefeito de Terenos, Henrique Wancura Budke, que ganhou liberdade dias depois.
Segundo o Gaeco, a investigação constatou a existência de organização criminosa voltada à prática de crimes contra a Administração Pública instalada no município de Terenos/MS, com núcleos de atuação bem definidos, liderada por um agente político, que atuava como principal articulador do esquema criminoso.
“A organização criminosa se valia de servidores públicos corrompidos para fraudar o caráter competitivo de licitações públicas, direcionando os respectivos certames para beneficiar empresas participantes do esquema delituoso, mediante a elaboração de editais moldados e por meio de simulação de competição legítima, em contratos que, somente no último ano, ultrapassaram a casa dos R$ 15.000.000,00 (quinze milhões de reais), diz parte da nota do Gaeco.
Segundo as investigações, o esquema também envolvia o pagamento de propina aos agentes públicos que, em típico ato de ofício, atestavam falsamente o recebimento de produtos e de serviços, como ainda aceleravam os trâmites administrativos necessários aos pagamentos de notas fiscais decorrentes de contratos firmados entre os empresários e o poder público.
A polícia extraiu provas de alguns telefones celulares apreendidos na Operação Velatus, compartilhadas mediante autorização judicial, que revelaram o modus operandi da organização criminosa e possibilitaram que se chegasse até o líder do esquema.
“Spotless” – termo que dá nome à operação, é uma referência à necessidade de os processos de contratação por parte da Administração Pública serem realizados sem machas ou máculas.
