Políticos de MS reagem à condenação com promessa de reverter situação e comemoração.
INVBESTIGA MS

A condenação do ex-presidente da República, Jair Bolsonaro, a 27 anos e três meses de prisão provocou diferentes reações na classe política de Mato Grosso do Sul.
Ex-ministra de Bolsonaro, Tereza Cristina classificou como injusta e falou em reverter o que classificou como situação absurda.
“O presidente Bolsonaro foi alvo hoje de grande injustiça, com pena altíssima! Minha total solidariedade a ele e sua família. Vamos seguir lutando e trabalhando para corrigir esse grave erro”, postou na rede social.
A senadora afirma que como senadora e como brasileira, não pode ficar calada diante do que considera uma decisão desproporcional. “Vamos seguir trabalhando para reverter essa situação absurda”, concluiu.
O governador Eduardo Riedel (PP), que chegou a criticar a decisão de prisão domiciliar de Bolsonaro, o que levou à saída do PT da base dele, não se pronunciou na rede social.
Já o ex-governador Reinaldo Azambuja (PSDB), que em breve assumirá o comando do PL em Mato Grosso do Sul, publicou uma nota do presidente nacional do PL, Valdemar da Costa Neto.
“Que dia triste para o Brasil. O Supremo Tribunal Federal condena o presidente Jair Bolsonaro, um homem honesto, que sempre trabalhou pelo bem do povo brasileiro e que liderou um governo sem corrupção. Esta condenação entra para uma das páginas mais sombrias da nossa vida política. Uma injustiça que não será capaz de apagar o legado de Bolsonaro: um governo íntegro, a defesa intransigente da liberdade e a coragem de colocar o Brasil acima de tudo. Nosso eterno presidente segue sendo o maior líder da direita brasileira e um dos maiores do mundo, diz parte da nota.
Bancada federal
O senador Nelsinho Trad (PSD) elogiou o voto do ministro Luiz Fux, contra a condenação. Soraya Thronicke (Podemos, eleita como aliada de Bolsonaro, não fez nenhuma postagem sobre a condenação.
O deputado Marcos Pollon (PL) postou que o sistema jurídico permite que a defesa recorra, especialmente quando não há unanimidade na condenação. “Como houve um voto divergente, ainda cabem embargos. Isso significa que o processo pode ser revisado e analisado de novo”, destacou.
Rodolfo Nogueira (PL) disse que o STF acaba de mostrar ao mundo sua face mais imoral. “Num julgamento fraudulento, condenaram um inocente: Jair Bolsonaro. Esse julgamento trata-se de um teatro armado, com um enredo e um final escritos há muito tempo. Pois nunca houve tentativa de golpe. O verdadeiro golpe partiu da própria corte, que hoje enterra a democracia brasileira. Dos 4 ministros que votaram até agora, apenas Fux teve coragem de enfrentar a farsa, expondo a trama contra o maior líder político da história do Brasil e contra todos os brasileiros de bem”, disse.
Opositores comemoraram
Rivais de Bolsonaro, deputados do PT elogiaram a decisão.
“A democracia brasileira é soberana. Quem atenta contra o Estado Democrático de Direito deve responder por seus crimes. A condenação de Bolsonaro e seus aliados pelo STF reforça que ninguém está acima da lei”, avaliou Vander Loubet (PT).
Camila Jara (PT) opinou que o STF colocou um ponto final a um histórico de golpes no Brasil.
“Pela primeira vez, aqueles que lideraram uma tentativa de ruptura democrática no país foram condenados.
“Sigamos atentos e vigilantes, porque os que não aceitam a Justiça tentarão coagir as instituições brasileiras, prejudicar o setor produtivo nacional com novas sanções e atentar, mais uma vez, contra a liberdade de escolha dos brasileiros”, concluiu.
